Rotary International
XXXI Instituto Rotary do Brasil

Durante três dias, Belo Horizonte transformou-se na capital nacional do Rotary Club International, instituição criada em 1905 nos Estados Unidos pelo advogado Paul Harris. Hoje, são mais de 1,25 milhão de representantes em mais de 200 países. Encerrada no último sábado, a 31ª edição do Instituto Rotário do Brasil reuniu aproximadamente 1.200 participantes, entre eles o principal dirigente mundial da instituição, o sul-coreano Dong-Kurn Lee.
Entre as deliberações tomadas no encontro, três se destacaram: a mobilização dos rotarianos no combate à mortalidade infantil, o empenho dos clubes em aumentar em 10% o número de associados e a avaliação de que o programa de erradicação da poliomielite. O Pólio Plus, apesar do sucesso mundial alcançado, deve ainda continuar com o apoio e engajamento da instituição.
Dong-Kurn Lee divulgou no encontro que a meta de seu mandato, que começou em julho passado e vai até junho de 2009, é elevar o quadro social em 10%, ampliando também o atual número de clubes, que é de 32,6 mil em todo o mundo reunidos em 532 distritos. No Brasil, são 2.290 clubes distribuídos em 38 distritos, que são as divisões geográficas internas da instituição. Lee estabeleceu como sugestão a criação de dois clubes em cada distrito para que a meta seja alcançada.
ESTRATÉGIAS. Para dirigentes rotarianos presentes no encontro, a meta do presidente mundial do Rotary, para ser alcançada, deverá se apoiar na criação de novos clubes principalmente nas cidades com mais de 20 mil habitantes e que ainda não possuem associados. "É importante ampliar o quadro de associados, mas tem também que reter esses membros. Os novos clubes devem ter estrutura para que não fechem depois", pontua Luiz Coelho de Oliveira, que presidiu debate sobre o tema.
Outra idéia é atrair uma maior participação feminina. As mulheres, que passaram a integrar o Rotary apenas nos últimos 20 anos, já somam mais de 170 mil no mundo. No Brasil, são cerca de 8.700 participantes.
Para a rotariana Ligeia Stivanin, que viajou da Grande São Paulo para acompanhar o encontro em Belo Horizonte, esse assunto é muito importante porque "são esses associados quem vão manter uma associação com mais de cem anos de história".
Realizado nos dias 18, 19 e 20 de setembro, o encontro voltou a Belo Horizonte após 27 anos com associados brasileiros, da América do Sul e de demais países de língua portuguesa. Por isso, é considerado o segundo evento anual mais importante do Rotary International no Brasil, atrás apenas da convenção internacional da instituição, que acontece sempre no primeiro semestre.
DONG-KURN LEE
"Gosto muito do Brasil, é um grande país"
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Como o senhor avalia o Rotary no Brasil?
O Rotary no Brasil vai muito bem. Tem bons líderes, como os dois líderes que foram presidentes do Rotary International, Ernesto de Melo e Paulo da Costa, que fortaleceram muito a instituição e deixaram uma herança muito boa. A posição do Rotary do Brasil no mundo é boa porque tem trabalhado bastante e, agora, com o diretor do Rotary International sendo brasileiro, tem podido trabalhar mais. O Brasil é, em matéria de sócios e associados, o quinto país do mundo, com 1,2 milhão de pessoas. A idéia é que nos próximos anos cresçamos 10%.
Quais as diretrizes do Rotary para os próximos anos?
Essa é uma boa pergunta, mas o Rotary International e a Fundação Rotária não decidirão nada enquanto não terminar o programa de erradicação da poliomielite. Hoje, a ênfase do Rotary é na erradicação da pólio. Tem havido muitas sugestões de rotarianos para o próximo projeto. Uns falam de prevenção da Aids, outros da malária. Mas o Rotary está decido é erradicar a pólio. Nós já conseguimos erradicar 99%. Antes de iniciar a campanha da pólio, surgiam 350 mil casos de pólio por ano e, hoje, são cerca de mil. Terminar com a pólio é o grande desafio do Rotary. Esperamos que nos próximos três ou cinco anos possamos concluir esse trabalho.
O que acha do momento atual do Brasil, nos aspectos político, econômico e social?
Em primeiro lugar, gosto muito do Brasil, um grande país. O que é muito importante no Brasil é o grande coração dos brasileiros. Tenho muitos amigos, inclusive empresários que já trabalham no país. O Brasil é um lugar muito bonito e a única dificuldade, em particular, é que está distante da Ásia. Mas há um trabalho para aumentar as relações com a Coréia. Muitas comunidades coreanas já vivem no Brasil, especialmente em São Paulo. E a posição política e social do Brasil é uma posição boa.
Fonte: Jornal O Tempo
Veja aqui as fotos do encontro:
- Cerimônia de abertura >>
- Apresentação do Balé de Rua de Uberlândia >>
- Jantar em homenagem ao presidente D. K. Lee >>

